Foto de Pata-de-urso (Cotyledon tomentosa)
Foto: Abu Shawka · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons
Crassulaceae · Cotyledon

Pata-de-urso

Cotyledon tomentosa

Também conhecida como: Pata-de-gato, Bear's paw, Cotilédone

Sinônimos botânicos: Cotyledon ladismithiensis

Pata-de-urso (Cotyledon tomentosa): suculenta de folhas peludas com “garras” vermelhas. Saiba como regar, iluminar, fazer mudas e por que é tóxica a pets.

Outra aleatória
FamíliaCrassulaceae
DificuldadeModerada
CrescimentoLento
FloraçãoPrimavera, Verão
Temp. mínima0 °C

Visão geral

Com folhas gordinhas, aveludadas e terminadas em pequenos dentes avermelhados, a pata-de-urso parece mesmo uma patinha de urso de pelúcia. Essa aparência fofa e incomum fez da Cotyledon tomentosa uma das suculentas mais desejadas em vasos pequenos e composições. Forma um arbusto compacto e ramificado, de cultivo relativamente fácil, mas sensível ao excesso de água e ao calor úmido. No Brasil, vai bem em varandas e janelas claras, com sol suave. Vale lembrar que, como outras espécies do gênero Cotyledon, é tóxica para animais e deve ficar fora do alcance de cães e gatos.

Características

Forma um pequeno arbusto ramificado de caules grossos e carnudos, que ficam lenhosos com a idade. As folhas, opostas, medem de 2 a 5 cm, são espessas, verdes e cobertas por pelos curtos e macios que dão textura aveludada. A ponta de cada folha tem de 3 a 10 dentes avermelhados, as “garras”, que ficam mais vermelhas com sol e frio. A forma mais cultivada é a subespécie ladismithiensis. Também existe uma forma variegada, com faixas creme nas folhas, de crescimento mais lento.

Origem e habitat

Origem: África do Sul (Cabo Ocidental e Oriental)

A pata-de-urso vem da África do Sul, especialmente das regiões do Pequeno Karoo, no Cabo Ocidental e Oriental. Cresce em encostas rochosas e entre pedras, muitas vezes à sombra parcial de arbustos, em clima semiárido com verões quentes e chuvas irregulares. Essa origem explica por que tolera seca e calor, mas prefere proteção do sol mais forte, e por que não suporta solo encharcado. A pelugem das folhas ajuda a reduzir a perda de água.

Iluminação

Meia-sombra

Prefere muita claridade com 3 a 5 horas de sol direto, de preferência da manhã. No Brasil, o sol forte da tarde no verão pode queimar e ressecar as folhas, por isso a meia-sombra é o ideal. Com pouca luz, os caules se alongam, as folhas ficam mais espaçadas e verde-claras e as “garras” perdem o vermelho. Pode viver perto de uma janela muito iluminada, com sol de manhã.

Aprofunde-se: Luz e estiolamento

Rega

Rega rara (2–3 semanas)
Resistência à seca: alta

Regue somente quando o substrato estiver completamente seco, encharcando o vaso e deixando escorrer: a cada 10 a 15 dias na primavera e no outono, quando cresce mais. No auge do verão quente e úmido e no inverno, espace para a cada 3 a 4 semanas. Regue a terra, nunca as folhas, pois a água fica retida nos pelos e favorece fungos. Folhas murchas e enrugadas indicam sede; folhas que caem moles, amareladas e caules escuros indicam excesso.

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Solo e vaso

Use um substrato bem drenante: 1 parte de terra vegetal, 1 parte de areia grossa lavada e 1 parte de perlita ou pedrisco, com um pouco de casca de arroz carbonizada. Vasos de barro com bons furos são os melhores, pois secam rápido. Evite vasos grandes demais para o tamanho da planta, que mantêm a umidade por muito tempo e favorecem podridão.

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Propagação

Métodos: estaca.

A propagação por estaca de caule é a mais confiável. Na primavera ou no outono, corte ramos de 5 a 10 cm, retire as folhas inferiores e deixe cicatrizar à sombra por 3 a 5 dias. Plante em substrato arenoso seco e regue levemente após uma semana. As raízes surgem em três a quatro semanas. A propagação por folha é possível, mas lenta e com baixo índice de sucesso.

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Crescimento e tamanho

Crescimento lento

Porte adulto: Arbusto de 15 a 30 cm de altura em vaso.

Cresce principalmente na primavera e no outono, desacelerando no calor intenso do verão e no inverno frio. Leva alguns anos para formar um arbusto cheio. Com a idade, os caules engrossam e ficam lenhosos, dando à planta aspecto de pequeno bonsai.

Floração

Época no Brasil: Primavera, Verão · Cor: Laranja-avermelhado

JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Em plantas maduras surge uma haste longa e fina com flores tubulares pendentes, em forma de sino, laranja a vermelho-salmão. Na natureza, são polinizadas por aves nectarívoras, e no Brasil podem atrair beija-flores. A planta não morre após florescer. Bastante luz e um inverno mais seco e fresco ajudam a estimular a floração.

Cuidados essenciais

Indicada para cultivo interno e externo, especialmente em apartamento, varanda.

  • Regue sempre na terra, sem molhar as folhas peludas, que retêm água e favorecem fungos.
  • Ofereça sol da manhã e proteção à tarde para manter as “garras” vermelhas sem queimar as folhas.
  • Mantenha fora do alcance de cães e gatos, pois a planta é tóxica.
  • Pode as pontas na primavera para estimular ramificação e use-as como estacas.
  • Use vasos pequenos e de barro, proporcionais ao tamanho da planta, para evitar encharcamento.
  • Remova folhas secas e poeira com um pincel macio, sem molhar a planta.

Temperatura

Não tolera geadas; abaixo de 5 °C, mantenha em local protegido e seco. Suporta o calor brasileiro, mas sofre com a combinação de calor intenso, umidade e solo molhado.

Pets e crianças

Contém bufadienolídeos, compostos cardiotóxicos presentes no gênero Cotyledon, e é tóxica para cães, gatos e crianças se ingerida, podendo causar vômitos e alterações cardíacas.

Problemas comuns

SintomaCausa provávelSolução
Folhas caindo moles e amareladasExcesso de águaSuspenda as regas, verifique as raízes e replante em substrato seco e arenoso se houver podridão.
Caules alongados e “garras” verdesPouca luzLeve para um local com sol da manhã e muita claridade; pode as pontas estioladas.
Manchas marrons e secas nas folhasQueimadura pelo sol forte da tardeMude para local com sol apenas pela manhã; as folhas danificadas não se recuperam.
Pontos brancos algodoados entre as folhasCochonilha-farinhentaRemova com cotonete embebido em álcool 70%, com cuidado para não encharcar a pelugem.

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Curiosidades

  1. O nome tomentosa vem do latim “tomentum”, que significa “pelugem” ou “feltro”, referência às folhas aveludadas.
  2. Espécies de Cotyledon causam na África do Sul uma intoxicação de rebanhos chamada “krimpsiekte”, provocada por bufadienolídeos.
  3. A subespécie ladismithiensis recebeu esse nome por causa da cidade de Ladismith, no Pequeno Karoo, região de onde é nativa.
  4. Cotyledon vem do grego “kotyle”, que significa “cavidade” ou “taça”, em referência ao formato côncavo das folhas de algumas espécies.

Perguntas frequentes

Pata-de-urso é tóxica para gatos e cachorros?

Sim. Como outras espécies de Cotyledon, a pata-de-urso contém bufadienolídeos, substâncias que afetam o coração e podem causar vômitos, fraqueza e arritmias. Mantenha a planta fora do alcance de pets e crianças e procure um veterinário em caso de ingestão.

Por que minha pata-de-urso está perdendo folhas?

A causa mais comum é excesso de água, especialmente no calor úmido. Folhas moles e amareladas que caem indicam rega demais; folhas enrugadas, falta de água. Mudanças bruscas de luz e temperatura também podem provocar queda.

Pata-de-urso gosta de sol?

Gosta de muita claridade e sol suave da manhã. O sol forte da tarde no verão brasileiro pode queimar as folhas. Com pouca luz, os caules se alongam e as pontas perdem o tom vermelho. Uma janela ou varanda com sol matinal é o ideal.

As informações desta ficha têm caráter educativo e consideram as condições médias de cultivo no Brasil. Clima local, vaso e substrato alteram a frequência de rega e a exposição ideal — observe sempre a resposta da sua planta. Última revisão: 05/10/2026.