Foto de Pedra-da-lua (Pachyphytum oviferum)
Foto: Didier Descouens · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons
Crassulaceae · Pachyphytum

Pedra-da-lua

Pachyphytum oviferum

Também conhecida como: Pachyphytum, Amêndoa-confeitada, Planta-ovo

Pachyphytum oviferum, a pedra-da-lua de folhas em formato de ovo: luz, rega, substrato, mudas por folha e cuidados com a pruína no Brasil.

Outra aleatória
FamíliaCrassulaceae
DificuldadeModerada
CrescimentoLento
FloraçãoInverno, Primavera
Temp. mínima0 °C

Visão geral

O Pachyphytum oviferum é conhecido como pedra-da-lua por suas folhas gordas, arredondadas e lisas, que parecem pequenas pedras ou confeitos recobertos de pó. A coloração varia de azul-acinzentado a lilás e rosado, sempre com um acabamento fosco e delicado. É uma suculenta muito procurada por colecionadores e por quem monta arranjos, pois combina bem com echeverias e sedums. Apesar da aparência frágil, é rústica e tolerante à seca. O principal cuidado é com o manuseio, pois as folhas se soltam com facilidade e perdem a pruína ao toque, e com a rega, já que o excesso de água é o principal inimigo da espécie no Brasil.

Características

Forma pequenas rosetas na ponta de caules curtos que, com o tempo, ficam inclinados ou rasteiros, chegando a 10 a 20 cm. As folhas são grossas, ovoides ou quase esféricas, de 2 a 5 cm, lisas e cobertas por pruína esbranquiçada. A cor é azul-acinzentada, lilás ou rosada, com tons mais intensos em sol forte e frio. Não tem espinhos. A planta se ramifica a partir da base e forma pequenos tufos, perdendo folhas inferiores à medida que os caules crescem e deixando cicatrizes visíveis ao longo deles.

Origem e habitat

Origem: México central (San Luis Potosí)

O Pachyphytum oviferum é nativo do estado de San Luis Potosí, no centro do México, onde cresce em encostas e paredões rochosos de regiões semiáridas, entre pedras e com pouquíssimo solo. O clima é ensolarado, com chuvas concentradas no verão, inverno seco e noites frescas. As folhas grossas armazenam água para os longos períodos de seca, e a pruína reflete parte da radiação solar. Por isso a espécie pede sol, substrato mineral e regas bem espaçadas, sendo muito sensível ao encharcamento.

Iluminação

Sol pleno

Precisa de 4 a 6 horas de sol direto para manter as folhas compactas e coloridas. O sol da manhã é o ideal, e em regiões muito quentes vale proteger a planta do sol forte da tarde no verão. Aclimate gradualmente plantas vindas de estufa. Com pouca luz, os caules se alongam e as folhas ficam mais espaçadas, esverdeadas e menos arredondadas. Excesso súbito de sol pode causar manchas secas. Em ambiente interno, precisa ficar em janela com sol direto.

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Rega

Rega muito rara (3–5 semanas)
Resistência à seca: alta

Regue somente quando o substrato estiver completamente seco e as folhas começarem a perder levemente a firmeza, o que costuma ocorrer a cada 3 a 4 semanas. Encharque o substrato e deixe escorrer, sem molhar as folhas. No inverno, as regas podem ser ainda mais espaçadas. Folhas enrugadas ou murchas indicam sede; folhas translúcidas, moles e que caem em grande quantidade indicam excesso de água, um problema comum na espécie.

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Solo e vaso

Use substrato com predominância mineral: 1 parte de terra vegetal, 1 parte de areia grossa lavada e 2 partes de perlita, pedrisco fino ou casca de arroz carbonizada. Vasos de barro rasos e com furos amplos ajudam o substrato a secar mais rápido. Uma camada de pedrisco na superfície protege as folhas que encostam no solo.

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Propagação

Métodos: folha, estaca.

A propagação por folha é muito eficiente: aproveite folhas inteiras que se soltaram, deixe-as secar por alguns dias e deite-as sobre substrato arenoso seco. Em poucas semanas surgem raízes e pequenas rosetas; só então comece a borrifar levemente. Estacas de ponta também enraízam bem: corte uma roseta com alguns centímetros de caule, cicatrize por 3 a 5 dias e plante em substrato seco. Prefira primavera e outono.

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Crescimento e tamanho

Crescimento lento

Porte adulto: Tufos de 10 a 20 cm de altura, com rosetas de 5 a 10 cm.

Cresce lentamente, com maior atividade nas estações amenas, primavera e outono. No verão quente e úmido e no inverno, desacelera. Com os anos, forma pequenos tufos de caules inclinados, com rosetas nas pontas e partes nuas na base. Replantar as pontas a cada poucos anos renova o aspecto da planta.

Floração

Época no Brasil: Inverno, Primavera · Cor: Vermelho-coral com sépalas branco-azuladas

JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

No fim do inverno e início da primavera, produz hastes curvadas com flores pendentes em forma de sino, com sépalas grandes e carnudas, branco-azuladas, e pétalas vermelho-coral. As flores atraem beija-flores. A planta não morre após florir. Sol direto e um inverno mais seco favorecem a floração.

Cuidados essenciais

Indicada para cultivo externo e interno, especialmente em varanda, jardim externo.

  • Toque o mínimo possível nas folhas, pois a pruína sai com facilidade e as folhas se soltam ao menor esbarrão.
  • Regue apenas o substrato e evite que as folhas fiquem molhadas por muito tempo.
  • Aproveite as folhas que caírem para produzir novas mudas.
  • Mantenha a planta em sol direto pela manhã para preservar a coloração lilás e rosada.
  • Use vasos de barro rasos e substrato com bastante material mineral.
  • Adube no máximo uma vez por ano, na primavera, com fertilizante para cactos diluído.

Temperatura

Tolera noites frias próximas de 0 °C com o substrato seco, mas geadas podem danificar as folhas. Aguenta o calor brasileiro se não houver excesso de umidade.

Pets e crianças

Não há registros de toxicidade para cães e gatos, e a espécie é aparentada às echeverias, consideradas atóxicas, mas evite a ingestão por pets e crianças.

Problemas comuns

SintomaCausa provávelSolução
Folhas moles, translúcidas e caindoExcesso de águaSuspenda as regas, verifique as raízes e replante em substrato seco e mais mineral se necessário.
Caules longos e folhas espaçadasPouca luzTransfira para local com sol direto e, se desejar, refaça a planta com estacas das pontas.
Manchas verdes ou marcas de dedos nas folhasPruína removida por manuseioEvite tocar nas folhas; as manchas não desaparecem, mas novas folhas virão intactas.
Pontos brancos algodoados entre as folhasCochonilha-farinhentaRemova com cotonete e álcool 70% e repita o tratamento semanalmente.

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Curiosidades

  1. O nome Pachyphytum vem do grego e significa “planta grossa”, referência às folhas carnudas.
  2. O epíteto oviferum significa “que porta ovos”, em alusão ao formato das folhas.
  3. Em inglês, a espécie é chamada de moonstones e sugared almond plant, ou seja, “pedras-da-lua” e “planta-de-amêndoa-confeitada”.
  4. O gênero Pachyphytum é aparentado a Echeveria, e há híbridos entre os dois gêneros, chamados de ×Pachyveria.

Perguntas frequentes

Por que as folhas da pedra-da-lua caem tão fácil?

As folhas de Pachyphytum oviferum são naturalmente frágeis e se soltam com facilidade, principalmente quando a planta é manuseada ou recebe água em excesso. Evite mover o vaso desnecessariamente e regue apenas quando o substrato secar. As folhas caídas podem ser usadas para fazer novas mudas.

Como regar Pachyphytum oviferum?

Regue apenas quando o substrato estiver completamente seco e as folhas começarem a perder um pouco da firmeza. Encharque bem o substrato e deixe escorrer todo o excesso. Em geral, isso significa regar a cada 3 ou 4 semanas, com intervalos ainda maiores no inverno.

A pedra-da-lua pode ficar dentro de casa?

Pode, desde que fique em uma janela com várias horas de sol direto. Em ambientes com pouca luz, os caules se alongam e as folhas ficam espaçadas e esverdeadas. Se possível, mantenha a planta em varanda ou área externa ensolarada e protegida de chuva constante.

As informações desta ficha têm caráter educativo e consideram as condições médias de cultivo no Brasil. Clima local, vaso e substrato alteram a frequência de rega e a exposição ideal — observe sempre a resposta da sua planta. Última revisão: 05/10/2026.