Foto de Colar-de-botões (Crassula perforata)
Foto: Forest and Kim Starr · CC BY 3.0 us · Wikimedia Commons
Crassulaceae · Crassula

Colar-de-botões

Crassula perforata

Também conhecida como: Crássula-perfurada, Colar-de-contas

Colar-de-botões (Crassula perforata): folhas empilhadas no caule como contas de um colar. Veja luz, rega, substrato e como propagar por estaca.

Outra aleatória
FamíliaCrassulaceae
DificuldadeFácil
CrescimentoMédio
FloraçãoPrimavera
Temp. mínima2 °C

Visão geral

O colar-de-botões chama atenção pela arquitetura geométrica: pares de folhas triangulares soldados na base parecem atravessados pelo caule, como contas enfiadas em um fio. Essa característica deu origem ao nome perforata, “perfurada” em latim. É uma suculenta compacta, que no início cresce ereta e depois se inclina, transbordando dos vasos de forma escultural. Combina muito bem com arranjos de suculentas variadas, jardins em vasos rasos e cachepôs suspensos. Também é fácil de multiplicar, o que a torna popular para trocas entre colecionadores e para presentes.

Características

Caules finos, de até 40 a 60 cm quando adultos, cobertos por pares de folhas opostas, triangulares e grossas, com 1 a 2 cm, fundidas pela base e dispostas em cruz, cada par girado 90° em relação ao anterior. As folhas são verde-acinzentadas, com leve camada de cera e margens finamente pontilhadas, que ficam vermelhas ou rosadas sob sol forte e frio. Com o tempo, os ramos se ramificam a partir da base e tombam, formando touceiras semipendentes. Não possui espinhos.

Origem e habitat

Origem: África do Sul (Cabo Oriental e KwaZulu-Natal)

A espécie ocorre no leste e sudeste da África do Sul, crescendo entre rochas, em fendas de encostas e sob a proteção de arbustos do matagal seco. Ali, os ramos se apoiam na vegetação ou pendem das pedras, recebendo sol filtrado parte do dia. As chuvas são irregulares e o solo é raso e pedregoso. Essa origem explica sua preferência por luz intensa sem calor extremo, substrato muito drenante e rega espaçada.

Iluminação

Sol pleno

O ideal são 3 a 5 horas de sol direto, de preferência pela manhã, com luz clara no restante do dia. Sob sol pleno, as margens ganham tom avermelhado e as folhas ficam bem juntas; no verão quente do Brasil, uma tela de sombreamento de 30% à tarde evita queimaduras. Em pouca luz, os entrenós se alongam e as “contas” se afastam, descaracterizando a planta. Dentro de casa, precisa estar colada a uma janela ensolarada.

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Rega

Rega rara (2–3 semanas)
Resistência à seca: alta

Regue bem, deixando escoar, e espere o substrato secar por completo antes da próxima rega, geralmente a cada 2 a 3 semanas na primavera e no verão. No inverno, espace mais, regando a cada 3 a 4 semanas. Como as folhas se encaixam firmemente, a água pode ficar presa entre os pares; regue diretamente no substrato. Folhas murchas e enrugadas indicam sede, enquanto folhas amarelas, moles e caule escurecido indicam excesso.

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Solo e vaso

Use substrato bem mineral: 1 parte de terra vegetal, 1 parte de areia grossa lavada e 1 parte de perlita ou pedrisco. Um pouco de casca de arroz carbonizada ajuda a manter a mistura leve. Vasos de barro ou cerâmica, rasos e com furos amplos, são ideais; para aproveitar o hábito semipendente, cultive em vasos altos ou suspensos, sempre com drenagem.

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Propagação

Métodos: estaca.

A estaca é o método mais confiável. Corte um ramo de 5 a 10 cm, retire os dois ou três pares de folhas inferiores e deixe cicatrizar por 3 a 5 dias em local sombreado. Enterre a parte desfolhada em substrato arenoso seco ou levemente úmido e regue com moderação depois de uma semana. As raízes surgem em duas a quatro semanas. Primavera e outono, com temperaturas amenas, são as melhores épocas.

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Crescimento e tamanho

Crescimento médio

Porte adulto: Ramos de 15 a 30 cm de altura, podendo pender até 60 cm.

Tem crescimento moderado, mais ativo nas estações amenas, primavera e outono. No auge do verão quente e úmido, desacelera e deve receber menos água. Com os anos, forma touceiras ramificadas cujos ramos mais velhos tombam e escorrem pelas bordas do vaso.

Floração

Época no Brasil: Primavera · Cor: Amarelo-claro a creme

JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Na ponta dos ramos adultos surge uma inflorescência alongada com flores pequenas, amarelo-claras, pouco vistosas, que atraem pequenos insetos. Após a floração, o ramo que floresceu tende a parar de crescer e pode secar, mas a planta continua viva pelos ramos laterais. Cortar a haste floral seca mantém o vaso bonito e estimula novas brotações.

Cuidados essenciais

Indicada para cultivo externo e interno, especialmente em varanda, jardim externo, apartamento.

  • Regue sempre no substrato, nunca por cima dos ramos, para não acumular água entre os pares de folhas.
  • Quando os ramos ficarem longos e tombados demais, corte-os e use como estacas para renovar o vaso.
  • Use vasos altos ou suspensos para valorizar o hábito pendente dos ramos mais velhos.
  • Inspecione os encaixes das folhas com lupa de tempos em tempos, pois cochonilhas se escondem ali.
  • No verão chuvoso, mantenha o vaso sob cobertura para evitar dias seguidos de substrato encharcado.
  • Adube no máximo uma vez por mês na primavera, com fertilizante para suculentas em meia dose.

Temperatura

Suporta noites frias de até cerca de 2 °C com substrato seco, mas geada danifica as folhas. No calor intenso e úmido do verão, mantenha boa ventilação e reduza a rega.

Pets e crianças

Não há dados confiáveis sobre a toxicidade desta espécie, mas como a árvore-de-jade, do mesmo gênero, é tóxica para cães e gatos, recomenda-se manter fora do alcance de animais e crianças.

Problemas comuns

SintomaCausa provávelSolução
Pares de folhas afastados e ramos fracosFalta de luzLeve para local com sol direto da manhã e refaça a planta a partir de estacas das pontas compactas.
Base do caule preta e molePodridão por excesso de águaCorte os ramos sadios acima da parte afetada, deixe cicatrizar e replante em substrato novo e seco.
Pó branco ou bolinhas algodonosas entre as folhasCochonilha-farinhentaAplique álcool 70% com pincel fino nos encaixes e repita semanalmente até eliminar a praga.

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Curiosidades

  1. O epíteto perforata significa “perfurada”, referência à impressão de que o caule atravessa as folhas, que na verdade são pares fundidos pela base.
  2. Em inglês é conhecida como “string of buttons”, origem do nome popular brasileiro colar-de-botões.
  3. Existe uma forma variegada, muito procurada, com faixas amarelo-creme nas bordas das folhas, frequentemente vendida como Crassula perforata ‘Variegata’.

Perguntas frequentes

Colar-de-botões gosta de sol?

Sim. Ele precisa de algumas horas de sol direto para manter as folhas bem juntas e com bordas avermelhadas. O sol da manhã é o melhor; no verão, proteja do sol mais forte da tarde em regiões muito quentes para evitar queimaduras nas folhas.

Como fazer muda de colar-de-botões?

Corte um ramo de 5 a 10 cm, retire os pares de folhas da base e deixe o corte secar por alguns dias. Depois, enterre a parte sem folhas em substrato arenoso e regue com moderação. Em poucas semanas a estaca enraíza e começa a crescer.

Por que meu colar-de-botões está esticado?

Ramos esticados, com folhas distantes umas das outras, são sinal de luz insuficiente. A planta alonga o caule em busca de claridade. Transfira-a para um local com sol direto e, se quiser recuperar a forma compacta, faça novas mudas com as pontas.

As informações desta ficha têm caráter educativo e consideram as condições médias de cultivo no Brasil. Clima local, vaso e substrato alteram a frequência de rega e a exposição ideal — observe sempre a resposta da sua planta. Última revisão: 05/10/2026.