Foto de Colar-de-corações (Ceropegia woodii)
Foto: Agnieszka Kwiecień, Nova · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons
Apocynaceae · Ceropegia

Colar-de-corações

Ceropegia woodii

Também conhecida como: Corrente-de-corações, Rosário-vegetal, Coração-emaranhado

Sinônimos botânicos: Ceropegia linearis subsp. woodii

Colar-de-corações (Ceropegia woodii): pendente de folhas em forma de coração. Saiba luz, rega, substrato e como fazer mudas por estacas e tubérculos.

Outra aleatória
FamíliaApocynaceae
DificuldadeFácil
CrescimentoRápido
FloraçãoVerão, Outono
Temp. mínima5 °C

Visão geral

O colar-de-corações conquistou as redes sociais e as estantes brasileiras com seus ramos finíssimos, salpicados de folhinhas em forma de coração com desenhos prateados. É uma suculenta pouco convencional: suas reservas de água ficam em tubérculos subterrâneos e em pequenos tubérculos aéreos que se formam ao longo dos ramos. Cresce rápido, adapta-se bem a apartamentos claros e é muito fácil de multiplicar. Bônus para quem tem animais: é considerada atóxica para cães e gatos. As flores, pequenas lanternas cor-de-rosa, revelam um curioso mecanismo de captura temporária de moscas polinizadoras.

Características

Os ramos são finos como barbante, arroxeados, e podem pender por 1 a 2 m ou mais. As folhas, opostas e espaçadas, têm 1 a 2 cm, formato de coração, superfície verde-escura marmorizada de prata e face inferior arroxeada. São levemente carnosas. Na base forma um tubérculo arredondado, e nos nós surgem pequenos tubérculos aéreos, as “contas” do rosário. Há a forma variegada ‘Variegata’, com bordas creme e rosadas, e cultivares com folhas mais prateadas. Com luz forte, o roxo das folhas se intensifica.

Origem e habitat

Origem: Sul da África (África do Sul, Essuatíni, Zimbábue)

Ocorre no sudeste da África, da província de KwaZulu-Natal e Cabo Oriental, na África do Sul, até Essuatíni, Zimbábue e Moçambique. Cresce em encostas rochosas e bordas de mata seca, pendendo de pedras e arbustos, com raízes em tubérculos que armazenam água entre as chuvas de verão. Esse ambiente semissombreado, de solo pedregoso e chuva sazonal, explica por que a planta gosta de luz filtrada, tolera esquecimentos de rega e apodrece quando o substrato fica permanentemente encharcado.

Iluminação

Luz indireta clara

Prefere muita claridade indireta, com até três horas de sol da manhã. Perto de janelas voltadas para leste ou norte, as folhas ficam menores, mais próximas e com desenho prateado e roxo bem definidos. Em locais escuros, os ramos ficam compridos, com longos espaços entre as folhas, e o verde perde o contraste. O sol forte da tarde descolore e queima as folhas, deixando manchas amareladas. É uma das suculentas que melhor se adaptam ao interior de casas e escritórios bem iluminados.

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Rega

Rega rara (2–3 semanas)
Resistência à seca: alta

Graças aos tubérculos, tolera bem a seca. No verão, regue a cada 10 a 14 dias, encharcando o substrato e deixando-o secar completamente antes da próxima rega. No inverno, espaçe para cada três semanas ou mais. Folhas finas, murchas e enrugadas indicam sede. Folhas amareladas que caem em grande quantidade, ramos escurecidos e tubérculo mole revelam excesso de água, a principal causa de morte da planta.

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Solo e vaso

Use uma mistura leve: 40% de substrato para suculentas ou terra vegetal, 30% de perlita ou casca de arroz carbonizada e 30% de areia grossa lavada. Vasos pequenos, rasos e com bom furo de drenagem evitam excesso de substrato úmido ao redor do tubérculo. Mantenha o tubérculo principal no nível da superfície, sem enterrá-lo fundo. Vasos de barro ou cerâmica sem esmalte ajudam no controle da umidade.

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Propagação

Métodos: estaca, divisão.

O método mais seguro usa os tubérculos aéreos: pressione um tubérculo ainda preso ao ramo contra a superfície de um vaso com substrato úmido e, após enraizar em duas a três semanas, corte o ramo. Também é possível cortar estacas com dois ou três nós e enraizá-las em substrato leve ou em água, mantendo as folhas fora. Plantas grandes, com vários tubérculos na base, podem ser divididas. As melhores épocas são primavera e verão.

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Crescimento e tamanho

Crescimento rápido

Porte adulto: Ramos pendentes de 1 a 2 m; vaso com 5 a 10 cm de folhagem.

Cresce rápido na primavera e no verão, alongando vários centímetros por semana em boas condições, e desacelera no inverno, quando pode perder algumas folhas. Em um ou dois anos, forma cortinas de ramos com mais de um metro. Podas e replantio de estacas mantêm o topo cheio.

Floração

Época no Brasil: Verão, Outono · Cor: Rosa-arroxeado com ponta escura

JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

As flores, com 2 a 3 cm, têm formato de lanterna ou tubo inflado, rosa-claro com a ponta fechada em uma cúpula escura. Pequenas moscas entram atraídas pelo odor, ficam presas temporariamente por pelos voltados para dentro e saem carregando pólen quando os pelos murcham. Florescem em plantas maduras, com boa luz. A planta não morre após a floração.

Cuidados essenciais

Indicada para cultivo interno e externo, especialmente em apartamento, escritório, varanda.

  • Mantenha o tubérculo principal no nível da superfície; enterrado fundo, apodrece com facilidade.
  • Para encher o vaso, enrole os ramos longos sobre o substrato e deixe os tubérculos aéreos enraizarem.
  • Desembarace os ramos com calma antes de trocar a planta de lugar: eles se entrelaçam e partem com facilidade.
  • Adube uma vez por mês na primavera e no verão com fertilizante para suculentas diluído à metade.
  • Não se assuste com a queda de algumas folhas no inverno; reduza as regas e aguarde a brotação da primavera.
  • Plantas variegadas precisam de um pouco mais de luz para manter as bordas rosadas e creme.

Temperatura

Não tolera geada e sofre abaixo de 5 °C, perdendo folhas; no inverno do Sul, mantenha dentro de casa. Lida bem com o calor brasileiro quando protegida do sol da tarde e com ventilação.

Pets e crianças

A ASPCA classifica a Ceropegia woodii (rosary vine) como não tóxica para cães e gatos, embora a ingestão de qualquer planta possa causar leve desconforto digestivo.

Problemas comuns

SintomaCausa provávelSolução
Folhas amarelando e caindo em grande quantidadeExcesso de água e tubérculo apodrecendoDeixe o substrato secar por completo, verifique a firmeza do tubérculo e, se estiver mole, salve estacas sadias para recomeçar.
Ramos longos com folhas muito espaçadasPouca luzAproxime de uma janela clara ou ofereça sol da manhã; pode os ramos estiolados e replante as pontas.
Folhas descoloridas, sem o desenho prateadoSol forte da tarde ou luz insuficienteBusque luz intensa e indireta, com no máximo sol da manhã.
Pequenos insetos e teias entre os ramosÁcaros e cochonilhas em ambiente seco e pouco ventiladoLave os ramos com água corrente, limpe com álcool 70% os focos e aplique óleo de neem semanalmente até controlar.

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Curiosidades

  1. O nome homenageia John Medley Wood, botânico que encontrou a planta em Natal, na África do Sul, no fim do século XIX.
  2. As flores são armadilhas temporárias: moscas ficam retidas no interior até que os pelos internos murchem, garantindo a polinização.
  3. Ceropegia vem do grego keros (cera) e pege (fonte), em alusão ao aspecto ceroso das flores.
  4. Estudos recentes ampliaram o gênero Ceropegia, que passou a incluir as estapélias e outras suculentas de flores estreladas da mesma família.

Perguntas frequentes

Colar-de-corações é tóxico para gatos?

Não. A Ceropegia woodii é considerada atóxica para cães e gatos pela ASPCA. Ainda assim, convém pendurá-la fora do alcance, porque gatos adoram brincar com os ramos finos, e a ingestão de grande quantidade de qualquer planta pode causar enjoo.

Como fazer muda de colar-de-corações?

A forma mais fácil é encostar os tubérculos aéreos que se formam nos ramos sobre substrato úmido e esperar enraizar antes de cortar. Estacas com dois ou três nós também enraízam em água ou em substrato leve em poucas semanas.

Por que meu colar-de-corações está perdendo folhas?

Geralmente é excesso de água, que apodrece o tubérculo, ou falta de luz. No inverno, alguma queda é normal. Deixe o substrato secar entre regas, aproxime a planta da janela e verifique se o tubérculo da base está firme.

As informações desta ficha têm caráter educativo e consideram as condições médias de cultivo no Brasil. Clima local, vaso e substrato alteram a frequência de rega e a exposição ideal — observe sempre a resposta da sua planta. Última revisão: 05/10/2026.