Foto de Crassula Campfire (Crassula capitella 'Campfire')
Foto: Forest and Kim Starr · CC BY 3.0 us · Wikimedia Commons
Crassulaceae · Crassula

Crassula Campfire

Crassula capitella 'Campfire'

Também conhecida como: Fogueira, Crássula-fogueira

Sinônimos botânicos: Crassula erosula 'Campfire'

Crassula ‘Campfire’: folhas em hélice que passam de verde a vermelho-fogo sob sol forte. Aprenda a intensificar a cor, regar e fazer mudas.

Outra aleatória
FamíliaCrassulaceae
DificuldadeFácil
CrescimentoMédio
FloraçãoPrimavera, Verão
Temp. mínima0 °C

Visão geral

A Crassula ‘Campfire’ é cultivada principalmente pela cor. Sob sol intenso e noites frescas, suas folhas achatadas assumem tons de vermelho, laranja e coral que lembram brasas de uma fogueira, daí o nome em inglês. É uma das suculentas mais usadas para dar contraste em composições com plantas verdes e azuladas, cobrindo o solo com tufos vivos. Cresce com facilidade, ramifica bastante e enraíza rapidamente, tornando-se ótima opção para jardins de pedra, floreiras ensolaradas e vasos rasos. Na sombra, porém, fica totalmente verde e perde o atrativo principal.

Características

Planta de porte baixo, formada por ramos que crescem eretos e depois se deitam, enraizando onde tocam o solo. As folhas são opostas, achatadas, lanceoladas e dispostas em cruz, girando ao longo do caule em forma de hélice, com 2 a 5 cm de comprimento. São verde-claras na sombra e vermelho-intenso ou alaranjadas quando estressadas por sol e frio, com bordas lisas. Formam pequenas rosetas empilhadas na ponta dos ramos. Não possui espinhos e se espalha formando tapetes densos. O caule é fino e frágil.

Origem e habitat

Origem: Cultivar; espécie nativa da África do Sul

A espécie Crassula capitella é amplamente distribuída na África do Sul, crescendo em campos rochosos, encostas e afloramentos de pedra, onde recebe sol intenso, sofre secas periódicas e enfrenta noites frias. O cultivar ‘Campfire’ foi selecionado em cultivo por sua coloração vermelho-fogo. Dessa origem vêm a necessidade de sol forte para manter a cor, a tolerância à seca e a preferência por solo pedregoso e bem drenado.

Iluminação

Sol pleno

Precisa de no mínimo 5 a 6 horas de sol direto para desenvolver a cor vermelha característica; quanto mais sol e maior a diferença de temperatura entre dia e noite, mais intensa a coloração. Aclimate gradualmente plantas compradas em estufa, pois mudanças bruscas causam manchas esbranquiçadas de queimadura. Em meia-sombra, as folhas ficam verde-claras e os ramos se alongam. Não é indicada para interiores, onde perde a cor e estiola rapidamente.

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Rega

Rega rara (2–3 semanas)
Resistência à seca: alta

Regue bem e aguarde o substrato secar totalmente, o que costuma levar de 10 a 15 dias no verão e de 2 a 3 semanas no inverno, dependendo do tamanho e do material do vaso. A rega moderadamente escassa também ajuda a intensificar o vermelho. Folhas enrugadas e finas sinalizam sede; folhas inchadas, moles e transparentes, junto com caules escurecidos, indicam excesso de água.

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Solo e vaso

Prefere substrato bem drenante e mineral: 1 parte de terra vegetal, 1 parte de areia grossa lavada e 1 parte de pedrisco ou perlita, com um punhado de casca de arroz carbonizada. Por ter hábito rasteiro, vai muito bem em vasos largos e rasos ou em canteiros de pedra elevados. Evite vasos sem furo e pratos com água acumulada.

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Propagação

Métodos: estaca, folha.

Corte pontas de ramos com 4 a 8 cm, remova as folhas da base e deixe cicatrizar por 2 a 4 dias. Plante em substrato arenoso seco ou levemente úmido; as raízes se formam em duas a três semanas. Folhas destacadas inteiras também enraízam, mas formam mudas mais lentamente. Ramos que tocam o solo já costumam vir com raízes e podem simplesmente ser separados. Prefira a primavera e o outono.

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Crescimento e tamanho

Crescimento médio

Porte adulto: Até 15 cm de altura, espalhando-se por 30 a 50 cm.

Cresce em ritmo moderado, mais rápido na primavera e no outono. No inverno brasileiro, com noites frias e sol forte, desacelera e atinge o auge da coloração vermelha. Com os anos, forma tapetes ramificados que podem ficar desordenados, sendo comum renová-los replantando as pontas.

Floração

Época no Brasil: Primavera, Verão · Cor: Branca

JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Na ponta dos ramos maduros surge uma haste ereta com flores pequenas, brancas e estreladas, agrupadas em cachos, que atraem abelhas e pequenas moscas. O ramo que floresceu costuma secar depois, mas a planta sobrevive pelos ramos laterais, pois a monocarpia afeta apenas aquele ramo. Corte as hastes secas para manter o aspecto compacto.

Cuidados essenciais

Indicada para cultivo externo, especialmente em varanda, jardim externo.

  • Para manter o vermelho intenso, ofereça sol pleno e evite adubos ricos em nitrogênio, que deixam as folhas verdes.
  • Use-a como forração em jardins de pedra ou na borda de vasos mistos, contrastando com suculentas azuladas.
  • Corte os ramos que ficarem compridos e replante as pontas para manter o tapete denso.
  • Retire as hastes florais secas após a floração para estimular novas brotações laterais.
  • No verão chuvoso, cultive em local onde a água da chuva escoe rápido, como canteiros elevados.
  • Não se assuste com a planta verde no verão: a cor costuma voltar no outono e inverno, com mais sol e noites frias.

Temperatura

Tolera noites frias próximas de 0 °C, que até intensificam a cor, mas geada forte e prolongada danifica as folhas. Aguenta bem o calor desde que tenha boa ventilação e substrato que seque rápido.

Pets e crianças

Não há dados confiáveis de toxicidade para Crassula capitella; por precaução, já que outras crássulas são tóxicas para cães e gatos, mantenha longe de animais e crianças.

Problemas comuns

SintomaCausa provávelSolução
Folhas totalmente verdesPouco sol ou excesso de adubo nitrogenadoTransfira para sol pleno aos poucos e suspenda adubações fortes; a cor retorna em algumas semanas.
Manchas brancas ou marrons secas nas folhasQueimadura por exposição brusca ao solReaclimate à luz gradualmente; as folhas danificadas serão substituídas pelas novas.
Caules pretos e folhas caindoPodridão por umidade excessivaSepare as pontas saudáveis, deixe cicatrizar e replante em substrato novo e mais drenante.

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Curiosidades

  1. ‘Campfire’ significa “fogueira” em inglês, nome inspirado na coloração vermelho-alaranjada que a planta assume sob estresse de sol e frio.
  2. Por muito tempo foi vendida como Crassula erosula ‘Campfire’, nome hoje tratado como sinônimo de Crassula capitella.
  3. A cor vermelha vem de pigmentos como antocianinas e carotenoides, produzidos pela planta para proteger os tecidos do excesso de radiação.

Perguntas frequentes

Por que minha Crassula Campfire ficou verde?

A cor vermelha depende de sol intenso e de noites frias. Na sombra, dentro de casa ou em períodos muito quentes e chuvosos, a planta fica verde. Aumente a exposição ao sol aos poucos, reduza adubos nitrogenados e espere o outono para ver a cor voltar.

Crassula Campfire pode ficar dentro de casa?

Não é recomendado. Em ambientes internos, mesmo próximo à janela, a planta perde a coloração e alonga os ramos. Ela foi feita para varandas e jardins com sol pleno, onde mostra os tons de vermelho e laranja que justificam seu nome.

Como fazer muda de Crassula Campfire?

O jeito mais simples é cortar pontas de ramos com 4 a 8 cm, deixar o corte secar alguns dias e plantar em substrato arenoso. Os ramos que encostam no solo muitas vezes já têm raízes e podem ser separados e replantados diretamente.

As informações desta ficha têm caráter educativo e consideram as condições médias de cultivo no Brasil. Clima local, vaso e substrato alteram a frequência de rega e a exposição ideal — observe sempre a resposta da sua planta. Última revisão: 05/10/2026.