Foto de Haworthia-janela (Haworthia cooperi)
Foto: Abu Shawka · CC0 · Wikimedia Commons
Asphodelaceae · Haworthia

Haworthia-janela

Haworthia cooperi

Também conhecida como: Haworthia-cristal, Haworthia-cooperi

Sinônimos botânicos: Haworthia obtusa, Haworthia pilifera, Haworthia vittata

Haworthia-janela (Haworthia cooperi): folhas translúcidas que brilham contra a luz. Como cultivar em casa, regar, plantar e fazer mudas.

Outra aleatória
DificuldadeModerada
CrescimentoLento
FloraçãoPrimavera, Verão
Temp. mínima3 °C

Visão geral

Poucas suculentas despertam tanta curiosidade quanto a Haworthia cooperi. Suas folhas gordinhas, de pontas transparentes como gotas de vidro, parecem acender quando a luz bate por trás, efeito que lhe rendeu o apelido de haworthia-janela. É uma planta pequena, que forma tufos de rosetas em vasos de poucos centímetros, gosta de luz indireta e convive bem com a rotina de apartamento. No comércio brasileiro também aparece como Haworthia obtusa ou haworthia-cristal, nomes ligados a formas desta mesma espécie. Exige atenção à rega, mas é segura para pets e ideal para coleções em prateleiras iluminadas.

Características

Forma rosetas de 3 a 8 cm de diâmetro, com folhas curtas e carnosas, em forma de gota ou de pequeno barco, de base verde e extremidade translúcida, cortada por linhas longitudinais mais escuras. Conforme a variedade, as pontas são arredondadas e lisas, truncadas ou terminam em pelos finos e macios. A textura é lisa e brilhante, sem pruína. Sob mais sol, as folhas ficam acastanhadas ou arroxeadas e as janelas perdem a transparência. A planta emite rebentos com facilidade e, com o tempo, forma almofadas compactas que ocupam todo o vaso.

Origem e habitat

Origem: África do Sul (Cabo Oriental)

É nativa do Cabo Oriental, na África do Sul, onde cresce em encostas pedregosas e campos, com frequência parcialmente enterrada no solo ou escondida sob arbustos e tufos de capim. Nessa posição, apenas as pontas translúcidas das folhas ficam expostas, e a luz penetra no tecido como por uma janela. As chuvas se distribuem por boa parte do ano e o clima é ameno. Daí sua preferência por luz filtrada, temperaturas moderadas e substrato drenante que não fique seco por meses.

Iluminação

Luz indireta clara

Prefere luz clara e indireta, como a de uma janela que receba sol apenas nas primeiras horas da manhã ou a filtrada por uma cortina fina. Sol direto forte deixa as folhas avermelhadas, opacas e murchas, e pode queimar as janelas em poucas horas no verão. Com pouca luz, as folhas se alongam, ficam verde-pálidas e a roseta se desmancha. Em ambientes internos escuros, funciona bem sob lâmpadas de LED para cultivo, a cerca de 20 a 30 cm de distância, ligadas por 10 a 12 horas por dia.

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Rega

Rega rara (2–3 semanas)
Resistência à seca: média

Regue sempre que o substrato secar por completo, o que em vasos pequenos costuma levar de 10 a 15 dias na primavera e no outono, as fases de maior crescimento. No verão muito quente, espace um pouco, e no inverno regue a cada três ou quatro semanas. As folhas são o melhor termômetro: cheias e brilhantes indicam hidratação adequada; murchas, enrugadas e com janelas afundadas pedem água. Se ficarem moles, translúcidas na base ou se soltarem ao toque, há excesso.

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Solo e vaso

Combine 1 parte de terra vegetal, 1 parte de areia grossa lavada e 1 parte de perlita ou pedrisco fino, com um pouco de vermiculita para reter alguma umidade sem encharcar. Vasos de 6 a 10 cm, um pouco mais fundos que largos, acomodam as raízes grossas. O vaso de plástico pode ser usado se a rega for cuidadosa; o de barro seca mais rápido e é melhor em locais quentes.

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Propagação

Métodos: rebentos, divisão.

Os rebentos se formam ao redor da roseta principal e podem ser separados quando atingem cerca de um terço do tamanho da mãe. Retire o tufo do vaso, solte o substrato e separe as mudas puxando-as lateralmente ou cortando com estilete limpo. Mudas com raiz vão direto para o vaso; as sem raiz devem secar por um dia e ser apoiadas sobre substrato levemente úmido, em sombra clara. O enraizamento é mais rápido no outono e na primavera, quando a planta está ativa.

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Crescimento e tamanho

Crescimento lento

Porte adulto: Rosetas de 3 a 8 cm, formando tufos de até 15 cm de largura.

Cresce lentamente, com dois períodos de atividade mais nítidos, na primavera e no outono. Nos meses mais quentes do verão brasileiro tende a desacelerar e pode exibir folhas um pouco murchas, e no inverno frio quase para. Com os anos, um único rebento se transforma em um tufo denso que ocupa todo o vaso.

Floração

Época no Brasil: Primavera, Verão · Cor: Branco com nervuras esverdeadas

JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Floresce do fim da primavera ao verão. Cada roseta adulta pode emitir uma haste fina de 20 a 30 cm, com pequenas flores tubulares brancas, de pétalas recurvadas e nervuras esverdeadas ou acastanhadas. As flores são discretas e a planta não morre após florir. Se o interesse for apenas a folhagem, a haste pode ser cortada na base assim que surgir, poupando energia da roseta.

Cuidados essenciais

Indicada para cultivo interno e externo, especialmente em apartamento, escritório, varanda.

  • Posicione a planta de modo que a luz atravesse as folhas, como em um parapeito de janela, para valorizar o efeito das pontas translúcidas.
  • Nunca deixe água acumulada no pratinho: as raízes grossas apodrecem rapidamente em vasos encharcados.
  • Ao replantar, mantenha as folhas acima do substrato; enterrar a roseta até a metade, como acontece no habitat, só funciona com mistura muito mineral.
  • Se as janelas ficarem opacas e avermelhadas, reduza a luz, pois é sinal de estresse e não de doença.
  • Replante a cada dois anos, de preferência no outono, aproveitando para separar os rebentos.
  • Adube com fertilizante para suculentas diluído a um quarto da dose, uma vez por mês na primavera e no outono.

Temperatura

Prefere temperaturas entre 15 e 30 °C; no verão intenso deve ficar em local fresco e ventilado, sem sol direto. Tolera frio leve se estiver seca, mas a geada destrói as folhas cheias de água.

Pets e crianças

As haworthias são consideradas atóxicas para cães e gatos, e não há registros de intoxicação por esta espécie; ainda assim, evite que os animais mastiguem as folhas.

Problemas comuns

SintomaCausa provávelSolução
Folhas murchas, com as janelas afundadasFalta de água ou raízes mortas que não absorvemRegue a fundo; se a planta não se recuperar em poucos dias, examine as raízes e replante, removendo as secas ou podres.
Folhas moles, amareladas e se soltandoExcesso de água em substrato pesadoRetire a planta, elimine as partes podres, deixe secar por dois dias e replante em mistura mais drenante, regando menos.
Folhas avermelhadas e opacasSol direto em excessoLeve o vaso para luz indireta; a transparência e o verde retornam nas folhas novas.
Rosetas alongadas e verde-clarasPouca luzAproxime a planta de uma janela clara ou use iluminação LED complementar.

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Curiosidades

  1. As “janelas” das folhas são áreas da epiderme sem clorofila que deixam a luz passar até o tecido fotossintetizante interno, adaptação que permite à planta viver parcialmente enterrada.
  2. O nome cooperi homenageia o botânico e coletor inglês Thomas Cooper, que levou exemplares sul-africanos para a Inglaterra no século XIX; a espécie foi descrita por John Gilbert Baker em 1870.
  3. É uma espécie muito variável, e diversas plantas antes descritas como espécies próprias, como Haworthia obtusa e Haworthia pilifera, hoje são tratadas como variedades de H. cooperi.

Perguntas frequentes

Como regar Haworthia cooperi?

Regue apenas quando o substrato estiver totalmente seco, molhando o vaso até escorrer pelo fundo. Na primavera e no outono isso costuma ocorrer a cada 10 a 15 dias; no inverno, a cada três ou quatro semanas. Folhas cheias e brilhantes mostram que a rega está certa; murchas indicam sede.

Haworthia cooperi precisa de sol?

Não precisa de sol direto forte; ao contrário, ele queima as folhas translúcidas. O ideal é luz clara e indireta, com no máximo um pouco de sol nas primeiras horas da manhã. Perto de uma janela bem iluminada, dentro de casa, a planta mantém as janelas transparentes e a roseta compacta.

Haworthia obtusa e Haworthia cooperi são a mesma planta?

Na prática, sim. O nome Haworthia obtusa é usado no comércio para formas de folhas arredondadas e muito translúcidas que hoje são classificadas dentro da espécie Haworthia cooperi, como variedades. Os cuidados são idênticos: luz indireta, substrato drenante e regas espaçadas.

As informações desta ficha têm caráter educativo e consideram as condições médias de cultivo no Brasil. Clima local, vaso e substrato alteram a frequência de rega e a exposição ideal — observe sempre a resposta da sua planta. Última revisão: 05/10/2026.