Foto de Lança-de-são-jorge (Dracaena angolensis)
Foto: Mokkie · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons
Asparagaceae · Dracaena

Lança-de-são-jorge

Dracaena angolensis

Também conhecida como: Espada-de-são-jorge-cilíndrica, Sansevieria-cilíndrica, Lança-de-ogum

Sinônimos botânicos: Sansevieria cylindrica, Sansevieria angolensis

Lança-de-são-jorge (Dracaena angolensis, ex-Sansevieria cylindrica): folhas cilíndricas e pontudas. Luz, rega, substrato e mudas.

Outra aleatória
FamíliaAsparagaceae
DificuldadeFácil
CrescimentoLento
FloraçãoRara em cultivo
Temp. mínima7 °C

Visão geral

A lança-de-são-jorge chama atenção pelas folhas roliças, firmes e pontiagudas que crescem em leque a partir do solo, com aparência quase escultural. Durante décadas foi conhecida como Sansevieria cylindrica, nome que ainda aparece em etiquetas; hoje é classificada como Dracaena angolensis. No Brasil, é comum encontrá-la vendida com as folhas trançadas, em vasos decorativos, e também em canteiros de clima quente, onde forma touceiras impressionantes. Compartilha com a espada-de-são-jorge a fama de planta resistente e o simbolismo de proteção, mas tem porte mais arquitetônico e exige ainda menos água.

Características

As folhas são cilíndricas, rígidas e maciças, com 2 a 3 cm de diâmetro e de 50 cm a mais de 1 m de comprimento em vaso, terminando em uma ponta dura e afiada. A cor é verde-escura a verde-acinzentada, com faixas horizontais claras e finos sulcos longitudinais. Em plantas jovens, é visível um canal raso na face interna da folha. As folhas saem em duas fileiras, formando um leque achatado. O rizoma emite estolões subterrâneos que originam novos leques a alguns centímetros da planta-mãe.

Origem e habitat

Origem: Angola

É nativa de Angola, no sudoeste da África, onde cresce em savanas secas, matagais e solos arenosos ou pedregosos, sob calor intenso e com uma longa estação seca. As folhas cilíndricas, que expõem pouca superfície ao sol, e o rizoma carnoso permitem que a planta atravesse meses sem chuva. Por isso ela tolera mais sol e mais seca que a espada-de-são-jorge comum, mas também apodrece com facilidade em solo úmido e frio.

Iluminação

Meia-sombra

Cresce melhor com luz forte: sol da manhã ou meia-sombra clara durante a maior parte do dia, o que mantém as folhas firmes e de cor intensa. Tolera sol pleno quando aclimatada, mas plantas de interior expostas de repente ficam amareladas e manchadas. Dentro de casa, vai bem perto de uma janela clara; em cantos escuros sobrevive, porém quase não cresce, e as folhas novas saem finas e tortas, tombando com facilidade.

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Rega

Rega muito rara (3–5 semanas)
Resistência à seca: alta

É ainda mais econômica em água que a espada-de-são-jorge. Regue a fundo somente com o substrato completamente seco, o que costuma significar uma vez a cada três a quatro semanas no verão e uma vez a cada um ou dois meses no inverno. Nas plantas trançadas, regue com cuidado e verifique a umidade no fundo do vaso antes de repetir. Folhas enrugadas e com sulcos profundos indicam sede; folhas moles na base, que se dobram ou se soltam, são sinal de excesso.

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Solo e vaso

Prefira uma mistura bem mineral: 1 parte de terra vegetal, 1 parte de areia grossa lavada e 1 parte de pedrisco ou perlita, com um pouco de casca de arroz carbonizada. Vasos de barro ou cimento, pesados e mais largos que fundos, dão estabilidade às folhas altas e espaço para os estolões. Furos amplos e drenagem livre são fundamentais.

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Propagação

Métodos: rebentos, divisão, estaca.

O caminho mais fácil é separar os rebentos que surgem dos estolões ao lado da planta-mãe, quando já tiverem três ou quatro folhas. Corte o estolão com faca limpa, deixe secar por um dia e replante em substrato seco. Touceiras grandes podem ser divididas no replantio. Também é possível enraizar segmentos de folha de 10 cm, enterrando 3 cm do lado de baixo em areia levemente úmida; o processo é lento e leva meses. Faça na primavera e no verão.

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Crescimento e tamanho

Crescimento lento

Porte adulto: Folhas de 50 cm a 1,2 m em vaso; até 2 m no solo.

Cresce lentamente, emitindo poucas folhas novas por ano, quase sempre na estação quente e chuvosa, da primavera ao fim do verão. No inverno fica praticamente parada. Ao longo dos anos, os estolões produzem novos leques ao redor da planta, formando grupos densos de lanças que podem ultrapassar 1 m em canteiros.

Floração

Época no Brasil: Rara em cultivo · Cor: Branco-rosado

JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez

Floresce raramente em vaso, mas plantas adultas em canteiros ensolarados podem emitir uma haste de até 1 m com flores tubulares brancas a levemente rosadas, perfumadas à noite. Como na espada-de-são-jorge, o leque que floresce deixa de produzir folhas novas, e o crescimento continua pelos brotos laterais. Raízes apertadas e verões quentes e ensolarados favorecem a floração.

Cuidados essenciais

Indicada para cultivo interno e externo, especialmente em apartamento, escritório, varanda, jardim externo.

  • Posicione o vaso longe de corredores e do alcance de crianças, pois as pontas das folhas são duras e podem machucar, principalmente os olhos.
  • Nas plantas trançadas, as pontas costumam secar com o tempo; deixe as folhas novas crescerem soltas, sem tentar trançá-las.
  • Não corte as pontas das folhas, já que a folha cortada não volta a crescer em comprimento.
  • Use vasos largos, porque os estolões se espalham e os novos leques surgem a alguns centímetros da planta-mãe.
  • No inverno, sobretudo em ambientes com ar-condicionado, quase suspenda as regas.
  • Adube duas vezes por ano, no início da primavera e no meio do verão, com fertilizante equilibrado diluído.

Temperatura

Suporta muito bem o calor e o sol forte de regiões como o Nordeste e o Centro-Oeste. Abaixo de 10 °C para de crescer, e frio úmido ou geada provocam manchas e podridão, exigindo proteção no Sul.

Pets e crianças

Contém saponinas, como as demais sansevierias, e é considerada tóxica para cães e gatos, podendo causar vômito e diarreia; as pontas afiadas também podem ferir crianças e animais.

Problemas comuns

SintomaCausa provávelSolução
Folhas dobrando ou tombandoExcesso de água ou falta de luzVerifique se o substrato está encharcado e espace as regas; leve a planta para um local mais claro. Folhas dobradas não se recuperam e podem ser removidas.
Pontas secas e marronsFolhas trançadas, sol forte repentino ou longos períodos sem águaCorte apenas o tecido seco, acompanhando o formato da ponta sem atingir a parte verde, e ajuste a luz e a rega.
Base das folhas mole e escuraPodridão do rizoma por solo úmido e frioRetire a planta, elimine as partes podres, deixe cicatrizar e replante os leques sadios em substrato seco e mineral.
Folhas enrugadas, com sulcos fundosSede prolongadaRegue a fundo até escorrer pelo fundo do vaso; as folhas voltam a inchar em alguns dias.

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Curiosidades

  1. Em 2018, os botânicos Byng e Christenhusz transferiram a espécie para o gênero Dracaena com o nome Dracaena angolensis, retomando o epíteto de um sinônimo antigo, Sansevieria angolensis.
  2. O nome popular remete à lança de São Jorge, em paralelo à espada-de-são-jorge, e no Brasil a planta também é associada ao orixá Ogum.
  3. O formato cilíndrico das folhas reduz a superfície exposta ao sol e ao vento, uma adaptação que diminui a perda de água em seu habitat seco.
  4. Pertence à família Asparagaceae, a mesma dos aspargos e das agaves, e não tem parentesco próximo com cactos nem com as crassuláceas.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre espada e lança-de-são-jorge?

As duas são parentes do gênero Dracaena, mas a espada-de-são-jorge (Dracaena trifasciata) tem folhas planas e largas, enquanto a lança-de-são-jorge (Dracaena angolensis) tem folhas roliças, cilíndricas e pontiagudas, dispostas em leque. A lança tolera mais sol e precisa de ainda menos água que a espada.

Lança-de-são-jorge gosta de sol ou sombra?

Prefere luz forte, como sol da manhã ou meia-sombra clara, e tolera sol pleno se for aclimatada aos poucos. Dentro de casa vai bem perto de uma janela iluminada. Em cantos escuros sobrevive, mas quase não cresce, e as folhas novas ficam finas e tortas, tombando com facilidade.

Por que as pontas da lança-de-são-jorge estão secando?

Pontas secas são comuns em plantas trançadas, porque as folhas ficam comprimidas, mas também podem indicar sol forte repentino ou longos períodos sem água. Corte só a parte seca, sem atingir o tecido verde, e ajuste a rega e a luz. A folha não volta a crescer na ponta.

As informações desta ficha têm caráter educativo e consideram as condições médias de cultivo no Brasil. Clima local, vaso e substrato alteram a frequência de rega e a exposição ideal — observe sempre a resposta da sua planta. Última revisão: 05/10/2026.